{"provider_url": "https://www.campanha.mg.leg.br", "title": "Ruas ", "html": "<p><span>Seguem o urbanismo medieval portugu\u00eas e mourisco, isto \u00e9 o curso das ruas explora o relevo, sendo irregulares de largura vari\u00e1vel, com cordoamento n\u00e3o planejado, sobem ladeiras \u00edngremes. As ruas ligavam pontos de interesses: largos, igrejas e com\u00e9rcio.</span></p>\r\n<p>Em fins do s\u00e9culo XVIII novos planejamentos surgem, inclusive do plano em xadrez que \u00e0s vezes deixa ruas impratic\u00e1veis tal a inclina\u00e7\u00e3o. Era importante n\u00e3o ter verde para contrastar com o rural. Eram de terra batida, pedra e hoje paralelep\u00edpedo. No s\u00e9culo XIX, d\u00e1-se in\u00edcio \u00e0 arboriza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos e afastamentos das casas dos limites dos lotes ganhando jardins frontais. No s\u00e9culo XX a tend\u00eancia \u00e9 um planejamento de uma estrutura com jardins.</p>\r\n<p><strong>Em Campanha aparecem as ruas com nomes caracter\u00edsticos dos s\u00e9culos passados, como:</strong></p>\r\n<p><strong>- Rua Direita</strong>: Chamava-se Rua Direita por levar direto de um lugar a outro. Teve o nome de Saldanha Marinho e hoje Rua Saturnino de Oliveira.</p>\r\n<p><strong>- Rua do Fogo:</strong>\u00a0Chamava-se assim por ser o lugar onde os escravos buscavam os braseiros para acender os seus fog\u00f5es a lenha. No final da rua existia uma grande fogueira e todos que por ela passavam eram obrigados a atirar lenha para alimentar a fogueira e mant\u00ea-la sempre acesa. Recebeu depois o nome de Rua Princesa Izabel e atualmente Rua Dr. Brand\u00e3o.</p>\r\n<p><strong>- Rua do Com\u00e9rcio:</strong>\u00a0Destinada ao com\u00e9rcio, pois ali existia um antigo mercado da cidade. Passou a chamar Rua Conde D\u2019Eu, mais tarde Rua Tiradentes, Rua C\u00e2ndido Ferreira, atualmente Rua Vital Brazil.</p>\r\n<p><strong>- Rua das Almas:</strong>\u00a0Atual Rua Santa Cruz. Inicia-se ap\u00f3s a ponte de pedras chamada \u201cPonte das Almas\u201d, com arco romano sobre o Rio Santo Ant\u00f4nio no Largo da Esta\u00e7\u00e3o. A rua levava direto \u00e0 capela que se encontrava no local chamado \u00c1rvores Bonitas. Costumava-se sempre l\u00e1 celebrar missas dedicadas \u00e0s almas do purgat\u00f3rio.</p>\r\n<p><strong>- Rua da Prata</strong>: Totalmente em pedra bruta escolhida. O centro era mais baixo que as laterais, o que facilitava o escoamento das \u00e1guas pluviais. Atualmente Rua Perdig\u00e3o Malheiro, jurista campanhense.</p>\r\n<p><strong>- Rua do Hosp\u00edcio</strong>: Atual Rua Bernardo da Veiga. Era a rua das rancharias e hospedarias, hospitais, hosp\u00edcios. Do latim, hospitium, significa hospitaleiro. S\u00e3o na realidade modifica\u00e7\u00f5es dos antigos mosteiros medievais. Foram sempre as irmandades e ordens terceiras que cumpriram o papel de velar pela sa\u00fade p\u00fablica. Eram casas religiosas que recebiam peregrinos em viagem, sem retribui\u00e7\u00e3o. Hoje corresponderiam aos hospitais e albergues. Recolhiam \u00f3rf\u00e3os, velhos, loucos, doentes. Quase todos os seus pr\u00e9dios datavam da segunda\u00a0<span>metade do s\u00e9culo XVIII.</span></p>\r\n<p><strong>- Rua da Forca</strong>: Assim chamada pois no final da rua existia uma forca. Nela foram feitos enforcamentos sendo o \u00faltimo narrado em livro de Francisco Paula Ferreira de Rezende \u201cMinhas Recorda\u00e7\u00f5es\u201d. O r\u00e9u s\u00f3 conseguiu ser enforcado na terceira tentativa, pois a corda sempre arrebentava. Por fim, o carrasco subiu em seu ombro conseguindo, assim, o seu estrangulamento. Era feito um grande cortejo que passava por todas as ruas da cidade, indo \u00e0 frente o r\u00e9u, o padre, o carrasco e um surdo que batia chamando a aten\u00e7\u00e3o dos moradores. Atr\u00e1s acompanhavam todos os moradores adultos. As mulheres n\u00e3o tinham participa\u00e7\u00e3o nessa cerim\u00f4nia. Hoje a Rua tem o nome de Alexandre Stockler.</p>\r\n<p><strong>- Rua do Bonde:</strong>\u00a0Sua origem era a linha do bondinho que vinha de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed at\u00e9 o Largo da Esta\u00e7\u00e3o. Hoje o seu nome \u00e9 Rua Evaristo da Veiga.</p>\r\n<p><strong>- Rua do Chafariz:</strong>\u00a0Chamava-se assim por causa do Chafariz constru\u00eddo em 1853, que tinha a finalidade de abastecer a popula\u00e7\u00e3o local e principalmente os tropeiros que comercializavam em troca de ouro. Teve v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es: Rua da M\u00e1quina de Algod\u00e3o, Beco do Chafariz e hoje Rua Dr. Cesarino.</p>\r\n<p>-<strong>\u00a0Travessa da Aurora com Ladeira da Fonte:</strong>\u00a0Lugar onde a popula\u00e7\u00e3o buscava \u00e1gua para suas casas no Bairro Xoror\u00f3.</p>\r\n<p>- Rua da Miseric\u00f3rdia: Assim chamada pois no final dela se encontrava a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, uma das primeiras Santas Casas de Minas Gerais e a primeira do Sul de Minas. Passou depois a chamar Rua Marechal Deodoro, Marechal Hermes, Benedito Valadares e hoje Av. Ministro Alfredo Valad\u00e3o e Des. Jo\u00e3o Bra\u00falio Moinhos de Vilhena.</p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p><strong>Fonte de Pesquisa: Invent\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o do Acervo Cultural (IPAC) de Campanha MG - Ano de 2001.</strong></p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.campanha.mg.leg.br/author/adm", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal da Campanha", "type": "rich"}