{"provider_url": "https://www.campanha.mg.leg.br", "title": "Arquitetura", "html": "<p><strong>- Catedral de Santo Ant\u00f4nio:</strong>\u00a0Em 1785 surgiu a id\u00e9ia de se construir a igreja. Em- 1787 inicia-se a constru\u00e7\u00e3o, com a ben\u00e7\u00e3o da pedra fundamental. Um n\u00famero grande de fi\u00e9is e membros das irmandades conduziram de considerada dist\u00e2ncia terra de melhor qualidade transportada em suas cabe\u00e7as sem distin\u00e7\u00e3o de sexo, idade, fortuna e posi\u00e7\u00e3o social. \u00c9 o terceiro maior templo do pa\u00eds, de taipa e pedra, e o primeiro em Minas Gerais. At\u00e9 1974 a Catedral passou por diversas reformas. O seu interior mant\u00e9m as caracter\u00edsticas do Barroco Tardio ou in\u00edcio do Rococ\u00f3 e sua faixada possui aspectos neog\u00f3ticos. A igreja cont\u00e9m obras atribu\u00eddas ao Aleijadinho ou a sua escola.</p>\r\n<p><strong>- Igreja Nossa Senhora das Dores:</strong>\u00a0Igreja finalizada em 1799. \u00c9 o templo mais antigo da cidade, constru\u00eddo com taipa e pedra. No seu interior prevalecem caracter\u00edsticas do Barroco Tardio ou in\u00edcio do Rococ\u00f3.</p>\r\n<p><strong>- F\u00f3rum Ministro Alfredo Vallad\u00e3o</strong>: Inaugurado em 1933, pelo ent\u00e3o Secret\u00e1rio do Interior e Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais, Deputado Carlos Luz. O pr\u00e9dio inicialmente possu\u00eda caracter\u00edsticas do per\u00edodo colonial. Na d\u00e9cada de 60 foi reformado e recebeu o nome de Alfredo Vallad\u00e3o, jurista e principal historiador da cidade. A arquitetura passou a ser ecl\u00e9tica com predomin\u00e2ncia do academicismo neocl\u00e1ssico principalmente na faixada.</p>\r\n<p><strong>- Casa em que residiu B\u00e1rbara Eliodora:</strong>\u00a0Constru\u00eddo em 1770, o pr\u00e9dio esteve presente a fatos hist\u00f3ricos do Brasil e Minas Gerais dentre eles o da Inconfid\u00eancia Mineira. A arquitetura \u00e9 do per\u00edodo colonial. Foi resid\u00eancia do Inconfidente In\u00e1cio de Alvarenga Peixoto.</p>\r\n<p><strong>- Pr\u00e9dio do Museu Regional:</strong>\u00a0Pr\u00e9dio Ecl\u00e9tico, com predomin\u00e2ncia Neocl\u00e1ssica, constru\u00eddo em 1800 pelo C\u00f4nego Ant\u00f4nio Felipe Lopes de Ara\u00fajo, de antiga fam\u00edlia local e um dos primeiros Vig\u00e1rios da Vila da Campanha. O pr\u00e9dio foi resid\u00eancia de fam\u00edlias tradicionais da \u00e9poca. Depois pertenceu ao Monsenhor Jo\u00e3o de Almeida Ferr\u00e3o (primeiro bispo da Diocese). Em 1868, quando visitavam a cidade, nele se hospedaram a princesa Isabel e seu esposo Gast\u00e3o de Orleans (C\u00f4nde D\u2019Eu). Em 1884, o pr\u00e9dio \u00e9 ocupado pelo noviciado de padres da Companhia de Jesus, que em 1908 transferiu-se para S\u00e3o Paulo. Com a sa\u00edda dos Jesu\u00edtas, o pr\u00e9dio foi acrescido de mais um andar e ocupado pela Congrega\u00e7\u00e3o das Carmelitas, mais tarde transferida para Petr\u00f3polis. Em 1911 instalou-se no pr\u00e9dio o Gin\u00e1sio S\u00e3o Jo\u00e3o, tradicional educand\u00e1rio da cidade, que sucedeu aos antigos gin\u00e1sios: Santo Ant\u00f4nio e Municipal da Campanha, sob a dire\u00e7\u00e3o da Diocese, por ordem do Bispo Dom Jo\u00e3o de Almeida Ferr\u00e3o. Novas obras foram realizadas, como a adi\u00e7\u00e3o de uma Capela. O t\u00e9rmino da constru\u00e7\u00e3o se deu em 1925. A dire\u00e7\u00e3o do Gin\u00e1sio ficou com a Diocese at\u00e9 1945. Ap\u00f3s esta data, ficou sob administra\u00e7\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o dos Irm\u00e3os do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, vindos de Quebec, no Canad\u00e1. Os irm\u00e3os dirigiram o estabelecimento at\u00e9 1965, quando foi fechado. Em 1985, o pr\u00e9dio foi destinado para sede do Museu Regional, gra\u00e7as \u00e0 sensibilidade de Dom Tarc\u00edsio Ariovaldo do Amaral, Bispo Diocesano, e passou a abrigar importante e precioso acervo hist\u00f3rico. Em 1986 deu-se in\u00edcio \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio: telhado e parte interna da capela. A obra foi realizada pelo Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico. Paralisada em 1987 e recome\u00e7ada pela prefeitura em 1989, s\u00f3 foi inaugurado em 29 de abril de 1992, com a instala\u00e7\u00e3o definitiva do Museu Regional do Sul de Minas, Biblioteca Municipal C\u00f4nego Victor e Centro de estudos Campanhense \u201cMonsenhor Lefort\u201d.</p>\r\n<p><strong>- Santa Casa de Miseric\u00f3rdia</strong>: Trata-se de um casar\u00e3o colonial do s\u00e9culo XIX, com in\u00fameras janelas, constru\u00eddo em dois pavimentos e possui em seu andar superior uma Capela dedicada a Nossa Senhora das Gra\u00e7as. As primeiras provid\u00eancias para a constru\u00e7\u00e3o da Santa Casa foram tomadas em 13 de janeiro de 1831 por uma comiss\u00e3o presidida pelo Comendador Francisco de Paula Ferreira Lopes e contou com uma vultuosa quantia oferecida pelo estadista e senador do Imp\u00e9rio, Jos\u00e9 Bento Leite Ferreira de Mello. Em 1934, uma comiss\u00e3o presidida pelo Com. In\u00e1cio Gomes Mid\u00f5es deu in\u00edcio \u00e0s obras atrav\u00e9s da aquisi\u00e7\u00e3o das casas do Dr. Francisco de Paula Ferreira da Costa e terrenos adjacentes. No ano seguinte, estavam j\u00e1 prontas as bases do edif\u00edcio. S\u00f3 em 22 de fevereiro de 1836, a Lei Provincial n\u00ba 30 legitimou a cria\u00e7\u00e3o da Santa Casa na Campanha. \u00c0quela \u00e9poca apenas se contam, al\u00e9m dela, as Santas Casas de Ouro Preto, Mariana, S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei, Sabar\u00e1 e Diamantina.</p>\r\n<p><strong>- Antigo Col\u00e9gio Nossa Senhora do Sion:</strong>\u00a0Campanha era uma das vilas privilegiadas e a \u00fanica no Sul de Minas para onde aflu\u00edram estudantes de diversas regi\u00f5es. No Imp\u00e9rio, Campanha j\u00e1 solicitava \u00e0 Assembl\u00e9ia Constituinte a urgente cria\u00e7\u00e3o de uma universidade, a fim de poderem os brasileiros estudarem convenientemente em sua terra e sob a dire\u00e7\u00e3o de seus mestres. No fim do s\u00e9culo passado o carioca Luiz Duarte Pereira fundou um Sanat\u00f3rio em Campanha para o tratamento de mol\u00e9stias pulmonares. Adquiriu uma casa arruinada, transformando-a num palacete com os aperfei\u00e7oamentos mais modernos para a \u00e9poca; mais tarde, transformou o sanat\u00f3rio num hotel. Pouco depois, ap\u00f3s seu falecimento, foi substitu\u00eddo no neg\u00f3cio pela vi\u00fava Leonor Duarte. Em 1904, o pr\u00e9dio de arquitetura Neocl\u00e1ssica foi adquirido pela irmandade Nossa Senhora do Sion, que adaptou-o para col\u00e9gio. No dia 05 de outubro do mesmo ano, chegaram as primeiras freiras, todas francesas, e o col\u00e9gio iniciou suas atividades no dia 15 do mesmo m\u00eas, sob a dire\u00e7\u00e3o da superiora M\u00e8re Dieudonn\u00e9. O Col\u00e9gio encerrou suas atividades em 1965 e hoje, al\u00e9m do convento, \u00e9 ocupado pela Faculdade de Filosofia Ci\u00eancias e Letras Nossa Senhora do Sion, e tamb\u00e9m pela AMAE- Associa\u00e7\u00e3o Mineira de Assist\u00eancia aos Excepcionais.</p>\r\n<p><strong>- Casa de Vital Brazil:</strong>\u00a0Casa constru\u00edda em 1830, com arquitetura do per\u00edodo colonial. Foi onde nasceu o cientista Vital Brazil Mineiro da Campanha, criador do Instituto Butant\u00e3 e descobridor do soro antiof\u00eddico. A casa possui telhas feitas \u00e0 m\u00e3o por escravos e paredes de pau-a-pique. Na segunda metade do s\u00e9culo, foi tamb\u00e9m resid\u00eancia do Coronel Francisco \u00c1lvaro de Morais Navarro, advogado autodidata, que se tornou conhecido em todo o Sul de Minas. Nesta casa tamb\u00e9m residiu o filho do casal, Nicolau Tolentino de Morais Navarro, advogado, professor, pol\u00edtico, jornalista e magistrado. Na d\u00e9cada de 30 funcionou a Policl\u00ednica Vital Brazil, associa\u00e7\u00e3o civil sem fins lucrativos, com cl\u00ednica m\u00e9dico-cir\u00fargica, lact\u00e1rio, fisioterapia, servi\u00e7os de urg\u00eancia, anti-ven\u00e9reo e assist\u00eancia dent\u00e1ria. Em 1985 foi adquirido pela sociedade Casa de Vital Brazil que junto com a comunidade, restauraram e instalaram o Museu de Vital Brazil. Inaugurado em 1988, funciona hoje como centro divulgador dos trabalhos e da vida deste cientista.</p>\r\n<p><strong>- Pal\u00e1cio Episcopal S\u00e3o Jos\u00e9 Cruzeiro:</strong>\u00a0Foi nomeado bispo D. Jo\u00e3o de Almeida Ferr\u00e3o. O Papa Pio X criou a Diocese da Campanha a 08 de setembro de 1907. O projeto do pr\u00e9dio foi de L\u00e1zaro Ribeiro, arquiteto de Itanhandu. Sua pedra fundamental foi assentada em janeiro de 1942 e inaugurado em 10 de outubro de 1943. Foi idealizado e constru\u00eddo por D. Inoc\u00eancio, seu primeiro morador.</p>\r\n<p><strong>- Capela S\u00e3o Miguel - antiga capela do cemit\u00e9rio:</strong>\u00a0Constru\u00edda em 1780. Sua origem est\u00e1 ligada \u00e0 exist\u00eancia de um cemit\u00e9rio paroquial, chamado pelo povo de Cemit\u00e9rio Velho. Instalado em 1875 e fechado em 1913, quando foi inaugurado o cemit\u00e9rio municipal. Em 1950, o terreno do cemit\u00e9rio foi loteado e vendido mas a capela l\u00e1 permaneceu. No local foram sepultadas, h\u00e1 cerca de noventa anos, alguns cl\u00e9ricos, novi\u00e7os da Companhia de Jesus.</p>\r\n<p><strong>- Igreja S\u00e3o Sebasti\u00e3o:</strong>\u00a0Foi constru\u00edda em 1805. O templo era pequeno, sem grandes adornos, mas com as caracter\u00edsticas da arquitetura colonial: quatro paredes e um telhado tipo cangalha. Em 1945, dado o seu estado prec\u00e1rio, a igreja foi demolida e constru\u00edda outra, mais atr\u00e1s onde existia a antiga, alargando a pra\u00e7a.</p>\r\n<p>-<strong>\u00a0Chafariz Municipal:</strong>\u00a0Constru\u00eddo em 1853, na antiga parada dos tropeiros e boiadeiros (atual Rua Dr. Cesarino) que transitavam por esta regi\u00e3o. Foi restaurado em 1984, passando a fazer parte do acervo hist\u00f3rico da Campanha. Possui \u00e1gua nova, trazida por cano, desde a mina existente na proximidade do Posto de Puericultura, a menos de 300m do local.</p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p><strong>Fonte de Pesquisa: Invent\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o do Acervo Cultural (IPAC) de Campanha MG - Ano de 2001.</strong></p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.campanha.mg.leg.br/author/adm", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal da Campanha", "type": "rich"}